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Depressão na infância e adolescência

27/01/2020

A prevalência mundial de depressão na faixa etária de 6 a 12 anos aumentou de 4,5% para 8% na última década, segundo a OMS; sendo praticamente a mesma entre meninos e meninas. Na adolescência, a prevalência é maior em meninas.

Identificar os sinais precocemente (que podem ser sutis) nos permite ter oportunidades de intervir adequadamente evitando prejuízos no desenvolvimento e qualidade de vida. Depressão é doença e precisa ser tratada!

Alguns sinais que podem estar presentes na criança ou adolescente: isolamento; perda de interesse em brincar e em atividades coletivas, em explorar o ambiente e/ou ir para a escola; distúrbios alimentares (comer compulsivamente ou inapetência); sintomas físicos (dor abdominal, cefaleia, dor no peito, cansaço); alterações do sono (insônia, despertares noturnos, pesadelos); medos; choro excessivo ou sem motivo aparente; explosões de raiva, agressividade e descontrole emocional; prejuízos no rendimento escolar; baixa autoestima e dificuldade de socialização. Nos adolescentes, em especial, além dos citados, são sinais de alarme: sensação de culpa, falta de empatia, perda de interesse em atividades antes prazerosas, problemas com autoridade, alterações de peso, alterações na forma de se apresentar (como vestimentas e/ou má higiene pessoal), passividade, automutilação, mudança de grupos de amizades, pensamentos pessimistas e ideações suicidas.

A depressão é uma doença multifatorial, com influência genética e ambiental – dentre as quais se destacam atualmente o cyberbullying e exposição excessiva às telas e a conteúdos inadequados ou violentos. A depressão na infância e adolescência pode estar associada a outras condições como Transtornos Ansiosos, Transtorno Opositor Desafiador e de Conduta, TDAH, Transtorno do Espectro Autista, Transtorno Obsessivo Compulsivo, entre outros.

Ao notar sinais em seus filhos, os pais não devem hesitar em buscar um especialista. O tratamento prevê terapia cognitivo comportamental, orientação aos pais e rede de apoio (familiar, escolar e amigos) associadas, em alguns casos, à medicação.

Dra. Deborah Kerches

Dra. Deborah Kerches
Neuropediatria e Saúde Mental Infantojuvenil
Especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA)

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