Blog

Posicionamento da SBP sobre o retorno às aulas

01/02/2021

A reabertura das escolas em meio à pandemia da Covid-19 ainda divide “opiniões”. Por um lado, o risco de contágio especialmente neste momento em que o Brasil tem apresentado altos índices de contaminação; por outro, a preocupação com os impactos negativos relacionados ao desenvolvimento das crianças que estão sem aulas presenciais há quase 1 ano.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em nota divulgada em 29/01/2021, se posicionou a favor da reabertura das escolas, pedindo que autoridades governamentais se unam para proporcionar condições estruturais e sanitárias que possibilitem a retomada de forma segura.

O ensino remoto foi a solução encontrada para dar sequência ao ano letivo, o que foi de extrema importância para o período; ainda assim, não conseguiu substituir todo o aprendizado e vivência que o ambiente escolar proporciona às crianças, por diversos motivos, como: a própria impossibilidade de planejamento para que esse tipo de ensino ocorresse de forma mais eficaz; falta de acesso à internet e/ou equipamentos adequados; a dificuldade em estabelecer uma rotina para acompanhamento das aulas em casa com o devido acompanhamento de um adulto, entre outros pontos que levaram inclusive a um número aumentado de abandono aos estudos.

A SBP leva em conta dados que mostram que crianças e adolescentes representam menos do que 1% da mortalidade e respondem por 2-3% do total das internações por Covid-19.

Entretanto, reforça que as atividades escolares devem retornar com a garantia de condições adequadas, que incluem: esquemas de rodízios com escalas alternadas; campanhas de esclarecimento e capacitação para professores e equipes de apoio sobre as formas de prevenção à Covid-19; planejamento estratégico de acordo com as particularidades de cada escola; sanitização dos ambientes; uso de máscaras e álcool gel; controle do fluxo de entrada e saída, entre outras recomendações disponíveis em: https://bit.ly/2Yxmj51.

O documento ressalta a importância de atividades que favoreçam acolhimento emocional e observação do comportamento de crianças com risco de sofrimento psíquico ou com transtornos da saúde física e mental.

Dra. Deborah Kerches

Dra. Deborah Kerches
Neuropediatria e Saúde Mental Infantojuvenil
Especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Últimas publicações

Cuidado com promessas milagrosas

Cuidado com promessas milagrosas

Esta semana recebi vários questionamentos a respeito do MMS (Miracle Mineral Solution) e achei importante compartilhar com vocês algumas considerações. Talvez vocês estejam acompanhando algo sobre a polêmica em torno do uso deste produto que “promete” ser a “cura do...

ler mais
Epilepsia e Autismo

Epilepsia e Autismo

Hoje, no Purple Day, eu não poderia deixar de falar também sobre epilepsia no autismo, visto que até 1/3 das pessoas com TEA também apresentam epilepsia. O maior número de casos fica entre as crianças menores de 5 anos e os adolescentes. Embora essa ligação entre TEA...

ler mais
TDAH – Orientações aos pais

TDAH – Orientações aos pais

- Procurem o máximo possível de informações sobre o TDAH e possíveis comorbidades, antes de iniciar o tratamento. - Tenham tempo para seus filhos!!! - Elogiem sempre!!! A criança precisa saber que seus esforços em vencer desafios estão sendo reconhecidos. - Lembrem-se...

ler mais
TDAH é comum na infância?

TDAH é comum na infância?

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é o transtorno comportamental, neurobiológico mais comum na infância e adolescência, afetando em torno de 5-8% delas. Inicia-se na infância e pode persistir até a fase adulta, em mais da metade dos casos. Os...

ler mais
Cefaleia na infância e adolescência

Cefaleia na infância e adolescência

A cefaléia (dor de cabeça) é uma das queixas mais comuns da infância e adolescência. Elas deixam de brincar, querem ficar em um quarto escuro, deitadas, parecem indispostas, cansadas e podem apresentar náuseas e vômitos. O impacto das cefaleias crônicas, como a...

ler mais