Bloqueio com Toxina Botulínica tipo A (TBA)

A toxina Botulínica é uma neurotoxina ativa, produzida pela bactéria anaeróbica Clostridium botulinum, possui ação neurotrópica, sendo o subtipo mais empregado o do tipo A. A toxina botulínica é um agente biológico obtido laboratorialmente como uma solução cristalina e estável, liofilizada, associada à albumina humana. A diluição para aplicação é feita em soro fisiológico 0,9%, no frasco e evitando o turbilhonamento muscular.

Para que o bloqueio seja direcionado e o tratamento mais efetivo, determinar a limitação funcional causada pelos comprometimentos musculares (hipertonia, distonia, espasmos) e suas consequências é de extrema importância.
Há formas purificadas dessa toxina liberada para fins medicinais, e somente o médico poderá definir qual é a mais indicada para cada paciente.

Como funciona?

A toxina atua desativando proteínas de fusão (SNAP-25), que fazem a ligação da membrana da vesícula de acetilcolina à terminação nervosa pré-sináptica, bloqueando a liberação da acetilcolina na fenda sináptica, não ocorrendo a contração muscular. A produção da acetilcolina não é afetada e novas sinapses são formadas em cerca de 3 meses, com retorno da atividade neuromuscular.

Quanto tempo dura o efeito?

O relaxamento muscular começa a ser observado no segundo dia e aumenta até o décimo quinto dia.
Os efeitos duram, em média, de 3 a 6 meses. Depois disso, as terminações nervosas determinam novas comunicações com os músculos, fazendo com que sejam necessárias reaplicações periódicas para que os benefícios conseguidos com o tratamento se mantenham.
O tempo mínimo para repetir o bloqueio é de 3 a 4 meses.

Quais são as principais indicações?

Espasticidade
Aumento do tônus muscular (hipertonia), associada a redução da capacidade funcional, limitação da amplitude do movimento articular, dor, aumento do gasto energético metabólico e prejuízo nas tarefas diárias. Pode causar contraturas, rigidez, luxações e deformidades articulares.

Distonias
Distúrbio do movimento caracterizado por contrações musculares sustentadas ou intermitentes que causam movimentos ou posturas anormais e são frequentemente repetitivos.
Exemplos: Distonia orofacial, cervical, dos membros e do tronco, Espasmo hemifacial, Blefaroespasmo

Cefaleia
O uso do bloqueio com toxina botulínica para cefaleia foi aprovado pela ANVISA em junho de 2011 para enxaquecas crônicas, que são cefaleias que se mantêm por mais de 15 dias por mês, em um período maior que 90 dias, resistentes à fármacos e tratamentos profiláticos convencionais. Cada caso deve ser avaliado individualmente. A sensação de alívio vem da paralisia da musculatura tensa e inibição de substâncias inflamatórias.

Bruxismo
O ranger dos dentes diurno ou noturno pode ter consequências como desgaste dos dentes, cefaleia, dor e zumbido no ouvido, pescoço, face e mandíbula. A aplicação de toxina botulínica pode aliviar o apertamento e a dor e assim, evitar as consequências indesejadas.

– Estética

Onde fazer a aplicação de toxina botulínica?

O bloqueio com toxina botulínica tipo A exige conhecimento e precisão, para que a aplicação se faça nos músculos corretos e em doses adequadas, sempre levando em conta as particularidades de cada tratamento (indicação, idade, doses por músculo).
Exatamente por isso, a aplicação deve ser realizada apenas por médicos (e preferencialmente por profissionais com reconhecida atuação neste tipo de atividade).

Contraindicações ao bloqueio com Toxina Botulínica

– Absolutas: hipersensibilidade à fórmula, infecção no local, gravidez e lactação, ausência de resposta à TBA por imunização contra a toxina.
– Relativas: doença neuromuscular, coagulopatia, contraturas fixas, uso de aminoglicosídeos.

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